segunda-feira, 15 de novembro de 2010

E tudo é trajetória.

A trajetória do carro. Do voo... Da vida. Dos encontros, das despedidas, da saudade daquilo que a gente nem chega a perder, tendo em vista não possuir...
A trajetória da bala que adentra no organismo e dilacera os órgãos vitais, que corrói de dor e deixa um estrago em todo seu percurso. Trajetória estúpida, acentuada pela teimosia e incerta certeza do amanhã. O projétil segue o seu curso invasivo sem respeitar limites ou etapas. Ele simplesmente agride por ter feito o caminho inverso. Era preciso o sangue se esvair para sabermos disso.

Esse vídeo é muito atual... Muito claro. Passei 3 dias cantarolando ele. Precisava dele o mais rápido possível...




Não perca tempo assim contando história
Pra que forçar tanto a memória, pra dizer...
Que a triste hora do fim se faz notória, e continuar a trajetória é retroceder...

Não há no mundo lei, que possa condenar, alguém que a um outro alguém deixou de amar.
Eu já me preparei, parei para pensar, e vi que é bem melhor não perguntar.

Porque é que tem que ser assim, ninguém jamais pôde mudar, recebe menos quem mais tem pra dar.

E agora queira dar licença, que eu já vou, deixa assim, por favor.
Não ligue se acaso o meu pranto rolar, tudo bem...
Me deseje só felicidade, vamos manter a amizade, mas não me queira só por pena.
Nem me crie mais problemas. Nem perca tempo assim contando história...

domingo, 14 de novembro de 2010

Paciência.

A paciência é uma qualidade fugaz.
Queremos o que queremos quando queremos.
Felizmente, nossas vontades só são realizadas no momento certo.
Mas a espera nos dá a impressão de que nossas preces não foram ouvidas.
Precisamos acreditar que a resposta virá na hora certa.
Já pensou como nossas vidas seriam diferentes hoje se os pedidos de semanas, meses, anos atrás tivessem sido atendidos na mesma hora?
Cada um de nós percorre um caminho único, com lições especiais.
Assim como um bebê precisa engatinhar antes de andar, nós temos de ir devagar,
dando os passos certos rumo ao crescimento.
A frustração só existe porque nosso relógio funciona num tempo diferente do de Deus.
Mas podemos ter certeza de que nossas preces serão atendidas algum dia, em algum lugar, e para o nosso bem.


Autor Desconhecido

sábado, 13 de novembro de 2010

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Essas Estradas.



Estradas nos levam, nos guiam, nos direcionam...

Rodovias, variantes, pistas... Atalhos, caminhos, trechos...
Em todas elas seguimos normas. E não adentramos em sua extensão se não houver um destino já escolhido. Ninguém assume o volante por capricho. É preciso um condutor habilidoso que, redundante, nos conduza. O movimento de pegar a chave e acionar os motores é por demais cauteloso para se fazer sem lógica.

E mesmo que a duração da viagem ou do percurso seja curta ou longa, a paisagem é por demais surpreendente. A cada dia novas surpresas nos são mostradas. Cabe ao nosso olhar, defini-las...

E isso é só para mim.

"Há que diga que é o meu fim... Eu prefiro a vida assim.
Há quem peça pra eu não me apressar, mas meu coração não quer viver batendo devagar..."

Ninguém vai se achar no primeiro lugar se não ultrapassar aquele que porventura estivesse a sua frente. Não haverá remédio ou antídoto para aquilo que não se apresentou como enfermidade. Por fim, nunca haverá vencedor se não houve batalha ou disputa.

A pretensão só existe a outros se nós oferecemos o cabimento para tal. Até as linhas que por hora escrevo são minhas, não as dediquei a ninguém senão a mim. E esse sentimento egoísta deve ser interpretado como decepção. É minha armadura. Eu já seguia rumo à saída, buscando o trinco. E a porta não foi aberta por que EU NÃO QUIS ABRI-LA.

E não existe venda nos olhos. Existiu uma vontade de ficar e só sair quando a respiração ofegante assim determinasse. Não que eu estivesse sozinho, insistindo em algo... mais fui traído por MIM mesmo. Traído pela mania de achar que todos terão a mesma firmeza na palavra ou nas atitudes.
Nunca - E eu disse nunca - afirmarei que sigo em um dia e no outro esquecerei do que havia dito. Gosto de ter e manter apenas uma palavra. Posso até mudar de opinião, jamais de foco.

E quanto as decisões, essas espero tomá-las apenas uma vez. E nada nem ninguém, impedirá que se cumpra o destino, o futuro, ou que quiser ser chamado de amanhã.


"Eu sou de quem deseja ouvir essa canção, sou um turbilhão de emoções sem fim.
Eu sou assim, só uma voz na imensidão, solta na multidão a vida canta em mim..."


Texto produzido ouvindo Isabella Taviani:
1 - Eu Não Moro Na Sua Vida;
2 - Argumentos de Vidro;
3 - Todos Os Erros do Mundo.


quinta-feira, 11 de novembro de 2010

É mais ou menos assim.

Num mundo de verdades e mentiras, todos temos medo da mentira, mas apenas os tolos tem medo da verdade.

Compactar

Os arquivos por mais extensos que sejam, podem ser compactados. Esperanças não. Elas rasgam a pele e cobram da gente uma fatura que nem sempre queremos pagar.

Mas, o que pode ser cobrado se não há nada adquirido?

Já sei: O bilhete da sorte. É isso que buscamos o tempo todo.
- Mais esperar o futuro não é se antecipar ao tempo?
Sei lá. Talvez seja.
Só que o futuro ocorre a cada segundo que ainda vai acontecer. E o passado é, foi, e será, aquilo que vivemos agora. Basta passar apenas um segundo daquilo que se começa.

E cada estrada começa assim: Com o pé!

Bom dia...

Luz do sol, que a folha traga e traduz,
Em verde de novo, em folha, em graça, em vida em força, em luz...

Céu azul, que venha até onde os pés, tocam na terra e a terra inspira e exala seus azuis...

Reza, reza o rio, córrego pro rio, o rio pro mar.
Reza correnteza , roça a beira a doura areia...
Marcha um homem sobre o chão, Leva no coração, uma ferida acesa.
Dono do sim e do não, diante da visão da infinita beleza...
Finda por ferir com a mão essa delicadeza coisa mais querida
A glória, da vida...



quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Tens, Terás...

Tens (Calmaria) - Nana Caymmi
Composição: Ivan Lins / Ronaldo Monteiro


Tens no meu sorriso tua agonia
Tens a festa, tens a dança, tens a cantoria
Tens no meu amor tua teimosia
Tens no meu silêncio tua garantia
Tens na rua a graça e o beijo, tens a fantasia
Tens na mão a faca e o queijo, tens a noite e o dia

Tens na minha ausência tua companhia
Tens a fama, tens a lama, tens a ironia
Tens na minha dor tua moradia
Tens no quarto um cão vigia, tens a valentia
Mas só na minha morte então terás tua moradia
Tens no quarto um cão vigia, tens a valentia
Mas só na minha parte então terás tua calmaria

terça-feira, 9 de novembro de 2010

De todas as coisas.

Reviravolta - Reviravolta - Revira, volta. Páre. Tô tonto!

É complicado entender, é complicado aceitar, é complicado querer e ao mesmo tempo não saber o que decidir.

Oh, céus. Oh sorte.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Responsabilidades

Não que ter responsabilidades se resuma a obrigações profissionais ou de cunho familiar. A 'responsabilidade' é uma virtude inerente a realidade. Desde o amanhecer até o anoitecer, nos deparamos com dezenas de pessoas no nosso caminho. A nossa atitude para com elas é, no mínimo, uma lição de responsabilidade diária. Temos que oferecer carinho, atenção, respeito, generosidade. Gentileza. Em troca receberemos tudo, e dependendo a quem oferecemos, até mais um pouco.
A amizade e o amor são lições diárias de altruísmo e fator preponderante de responsabilidade. A doação mansa e clara, nos torna responsável pela alegria do outro semelhante. E isso é bom.
Portanto, cara pálida, lembremos das nossas responsabilidades intrínsecas. Por mais simples que seja a demonstração ou seu comprometimento para com o outro, jamais esqueça: Consideração é filha legítima da responsabilidade, e uma via de mão dupla, uma dívida que jamais prescreve.

Escorpião.

...E era manhã quando Deus parou diante de suas doze crianças e em cada uma delas plantou a semente da vida humana. Uma por uma, dirigiram-se a Ele para receber sua dádiva:

"Para você, Escorpião: dou uma tarefa muito difícil. Você terá a habilidade de conhecer a mente dos homens mas não permito a você que fale sobre o que aprender. Muitas vezes você será magoado pelo que vê e em sua dor você se afastará de Mim, e se esquecerá de que não sou Eu, mas a perversão de Minha Idéia que está causando sua dor. Você terá tanto do homem, que chegará a conhecê-lo como animal, e lutará tanto com seu instinto animal dentro de si, que perderá seu caminho; mas quando você finalmente voltar a Mim, Escorpião, eu terei para você a suprema dádiva do Propósito.” E Escorpião voltou ao seu lugar...

domingo, 7 de novembro de 2010

Boas Vozes.

A MPB nos revela gratas surpresas sempre. Em um território em que quase diariamente surgem composições de gosto duvidoso, podemos ser brindados com vozes serenas e boas letras, diversificando a mais alta gama de talentos do celeiro musical brasileiro.

Frio -Monique Kessous - Composição: Monique Kessous

Cada vez que eu penso em te ver
Vejo que não dá pra esquecer
Todo tempo que já passou
Tanta coisa ainda ficou
Como pode ser triste assim
Se eu te amo e sei que não tem razão
Eu ainda quero ser seu
Não me importa se eu sentir frio

Se eu sentir frio
Eu fico acordado
Fico ao seu lado até não ter vento
Folhas jogadas
Minhas pegadas
Vão caminhando até você



Por que eu sai hj?

Juro: Se eu ficAsse em cada era bem mais feliz!!!!

O ERRO pleno e absoluto!

E a resposta é NÃO!

sábado, 6 de novembro de 2010

Fragmentos de um Telefonema.

E após mais de 20 minutos de ligação:

...

Ah, meu amigo, quanto tempo nós não conversamos.

- Pois é. Disse eu. Já tem alguns meses que não ouço tuas ladainhas sem fim.

O que é isso, galego. Diz isso não rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrs

- mais é verdade Clarisse*, tu tem sempre uma comédia na ponta da língua e já faz tempo que não chegou nenhum enredo novo hehehehehehehehe.

- Na verdade Galego, descobri a pouco, que quando 'pequenina', sempre quis ser a Mulher Maravilha... Mas depois de 25 anos de vida, (ou seria de carreira), descobri que virei uma Mulher Rapariga. Não foi isso que mamãe sonhou. Nem mesma eu sonhei para mim.

...


*Clarisse: nome fictício. Nome verdadeiro omitido por razões óbvias. E eu não conto nem sob tortura do DOPS.

Pitty

Me Adora
Pitty
Composição: Pitty / Derrick Green / Andreas Kisser



Tantas decepções eu já vivi
Aquela foi de longe a mais cruel
Um silêncio profundo e declarei:
Só não desonre o meu nome?

Você que nem me ouve até o fim
Injustamente julga por prazer
Cuidado quando for falar de mim
E não desonre o meu nome

Será que eu já posso enlouquecer?
Ou devo apenas sorrir?
Não sei mais o que eu tenho que fazer
Pra você admitir

Que você me adora, Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber
Que você me adora, Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber

Perceba que não tem como saber
São só os seus palpites na sua mão
Sou mais do que o seu olho pode ver
Então não desonre o meu nome

Não importa se eu não sou o que você quer
Não é minha culpa a sua projeção
Aceito a apatia, se vier
Mas não desonre o meu nome

Será que eu já posso enlouquecer?
Ou devo apenas sorrir?
Não sei mais o que eu tenho que fazer
Pra você admitir

Que você me adora, Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber
Que você me adora, Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Tem cheiro de mar.

Hoje é sexta. Sexta-feira como tantas outras que acontecem desde que o calendário foi inventado.

O que fazer hoje?
- Sair com os amigos, rir um pouco, relaxar...
- Conter algumas manifestações íntimas.
- Fazer torcida pelos que merecem torcida.
- Deixar as horas levarem meu dia e ínicio de fim de semana.

A realidade nua e crua nem sempre é a melhor parte do cenário. Mais é real. É fato. Fiz um trato comigo desde o 2º dia do mês: Cumprir o pré-estabelecido, tal como foi assinado o contrato em meados de setembro.

Meu HD guarda dados importantes. Eles falam por si. Não vou ancorar toda uma Nau em apenas uma bóia. Tampouco posso permitir que os arrecifes danifiquem a proa.

Mas vou esperar, tal qual marujo, a hora certa de partir.
Não vou buscar um amor em cada porto, como já ouvi, e também não vou bancar o náufrago, nunca!

Decifrar é preciso.



Eu que falei nem pensar. Agora me arrependo, roendo as unhas
frágeis testemunhas de um crime sem perdão.

Mas eu falei sem pensar. Coração na mão como um refrão de um bolero, e
u fui sincero como não se pode ser...

Um erro assim, tão vulgar, nos persegue a noite inteira
E quando acaba a bebedeira ele consegue nos achar, num bar...
Com um vinho barato, um cigarro no cinzeiro, e uma cara embriagada no espelho do banheiro...

(...) Teus lábios são labirintos. Que atraem os meus instintos mais sacanas.
O teu olhar sempre distante sempre me engana, eu entro sempre nessa dança de cigana.

Eu que falei nem pensar, agora me arrependo roendo as unhas, frágeis testemunhas de um crime sem perdão...

Mas eu falei sem pensar. Coração na mão como o refrão de um bolero, eu fui sincero como não se pode ser.

(...) Teus lábios são labirintos. Eu sigo a tua pista todo dia da semana, eu entro sempre na tua dança de cigana....

Refrão de um Bolero
Engenheiros do Hawai - Composição: Humberto Gessinger

Presente de Lene, Charlenne...

Tudo Passa

“...Todas as coisas, na Terra, passam. Os dias de dificuldades, passarão. Passarão também os dias de amargura e solidão. As dores e as lágrimas passarão. As frustrações que nos fazem chorar, um dia passarão. A saudade do ser querido que está longe, passará.

Dias de tristeza. Dias de felicidade. São lições necessárias que, na Terra, passam, deixando no espírito imortal as experiências acumuladas. Se hoje, para nós, é um desses dias repletos de amargura. Paremos um instante. Elevemos o pensamento ao Alto. E busquemos a voz suave da Mãe amorosa a nos dizer carinhosamente: Isso também passará.
E guardemos a certeza, pelas próprias dificuldades já superadas, que não há mal que dure para sempre.
O planeta Terra, semelhante a enorme embarcação, às vezes parece que vai soçobrar diante das turbulências de gigantescas ondas.

Mas isso também passará, porque Jesus está no leme dessa Nau, e segue com o olhar sereno de quem guarda a certeza de que a agitação faz parte do roteiro evolutivo da humanidade e que um dia também passará.

Ele sabe que a Terra chegará a porto seguro, porque essa é a sua destinação.
Assim, façamos a nossa parte o melhor que pudermos, sem esmorecimento,
e confiemos em Deus, aproveitando cada segundo, cada minuto que, por certo, também passarão..."

"Tudo passa... exceto DEUS!" Deus é o suficiente!

(Chico Xavier)

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Você não me conhece.

Texto inexplicavelmente sensacional. Música avassaladora. Deleite-se então!
Autoria :Fauzi Arap

Eu vou te contar que você não me conhece...
E eu tenho que gritar isso porque você está surdo e não me ouve!
A sedução me escraviza à você...
Ao fim de tudo você permanece comigo, mais presa ao que eu criei e não a mim.
E quanto mais falo sobre a verdade inteira um abismo maior nos separa...
Você não tem um nome, eu tenho...
Você é um rosto na multidão, e eu sou o centro das atenções, mas a mentira da aparência do que eu sou, e a mentira da aparência do que você é.
Por que eu, eu não sou o meu nome, e você não é ninguém...
O jogo perigoso que eu pratico aqui, ele busca a chegar ao limite possível da aproximação.
Através da aceitação, da distância, e do reconhecimento dela.
Entre eu e você existe a notícia que nos separa...
Eu quero que você me veja nu, eu me dispo da notícia.
E a minha nudez parada, te denuncia, e te espelha...
Eu me delato, tu me relatas... Eu nos acuso, e confesso por nós.
Assim, me livro das palavras, com as quais você me veste.




Eu sei que eu tenho um jeito meio estúpido de ser
E de dizer, coisas que podem magoar e te ofender...
Mas cada um tem o seu jeito todo próprio de amar e de se defender.

Você me acusa, e só me preocupa. Agrava mais e mais a minha culpa. E eu faço e desfaço contrafeito, o meu defeito é te amar demais.

Palavras são palavras, e a gente nem percebe o que disse sem querer, e o que deixou pra depois. Mas o importante é perceber que a nossa vida em comum, depende só e unicamente de nós dois.

Eu tento achar um jeito pra explicar, você bem que podia me aceitar...
Eu sei que eu tenho um jeito meio estúpido de ser, mas é assim, que eu sei te amar...

Sobre você... Sobre mim...

Vejam (ouçam, leiam) que música DUCA!




Queria descobrir, em 24hs, tudo que você adora, tudo que te faz sorrir...
E num fim de semana, tudo que você mais ama.
E no prazo de um mês, tudo que você já fez, é tanta coisa que eu não sei...
Não sei se eu saberia, chegar até o final do dia sem você.

E até saber de cor, no fim desse semestre, o que mais te apetece, o que te cai melhor
Enfim eu saberia. 365 noites bastariam, pra me explicar por que, como isso foi acontecer...

Não sei se eu saberia, chegar até o final do dia sem você!
Por que em tão pouco tempo, faz tanto tempo que eu te queria...

Músicas e Realidade

Tem músicas que parecem ser feitas para momentos que vivemos. E é impressionante o grau de realismo de cada uma delas. Ora, vivemos um cotidiano louco, cadenciado por prazos, limites e produções. Em contrapartida, por mais atarefado que somos, a música chega de mansinho e além da audição, penetra pelos poros, causando - em cadeia - as mais diversas reações. É 'punk' isso, e é muito bom!

Eu só sei escrever por inspiração. Na verdade, desde cedo aprendi a escrever a realidade dos fatos pelo que ouço... Nem sempre o que os olhos assistem correspondem a verdade, pois, nua e crua, a verdade é bem maior. Pelos olhos, podem ocorrer julgamentos e nem sempre julgamentos são ferramentas confiáveis, pois também cabe o benefício da dúvida.

Por fim, em linhas as palavras vão fluindo e desaguam no oceano das possibilidades...
Nos permitir enxergar as ondas sonoras, veremos a vida, a história, os encontros e desencontros por um prisma diferente. Os cenários podem até ser cinza e nebulosos, mas a música vai te encher de cores, na maior gama de nuances possível. Ouça. Leia. Pinte a sua realidade com as tintas que música te dá. Interprete. Convença. Se convença. E acredite - piamente - no fim, tudo dará certo... Se não deu certo até agora, francamente, não chegou o fim.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Esse mundo não é meu... Esse mundo não é seu.

Eu não sou da sua rua,
Não sou o seu vizinho.
Eu moro muito longe, sozinho.
Estou aqui de passagem.

Eu não sou da sua rua,
Eu não falo a sua língua,
Minha vida é diferente da sua.
Estou aqui de passagem.
Esse mundo não é
Meu, esse mundo não é seu

E foram tantas msgs...

Foram muitas mensagens, ligações, e-mails, enfim...

Mais vou utilizar uma que achei fundamental:

"Sídney, Muita coisa boa hoje, amanhã, depois de amanhã, até o fim do mês, até o fim do ano, até o fim da década, até o fim das próximas décadas, enfim, sempre feliz você, Forte abraço!"

Show de Ideias.

É um sucesso de 1987. Gal atravessa um dos momentos mais 'alegres' de sua carreira... Já se prenunciava ser "DIVA'. A composição de Lulu santos parece que foi feita na medida exata para a intérprete Gal Costa.

Por falar em interpretação, Nelson Motta tá perdendo de ganhar rios de reais se descobrir a 'figurinha' que vive pelas bandas de cá...


Preciso dizer muito não...


terça-feira, 2 de novembro de 2010

Gal veio falar um pouco.

Muitas vezes achamos que estamos pelo caminho certo, tendo em vista as flores que são vistas pelos canteiros. E são tantas flores, tantas cores, seus odores... Mas quase que obrigatoriamente, chega a hora de decidir.
- Esse caminho é o ideal?
- Essa é a melhor escolha?
- Essa espera é conveniente a você?

Será que o caminho pré escolhido não é uma variante tardia? A rodovia está logo ali, alcance dos pés. A ilicitute lhe completa? E os 'nãos' que insistes em dar não seria uma forma de compensar ou vingar os 'nãos' que sutilmente recebes?

E desde quando achas que é o único... Não sabes nem se és o próximo. Talvez já sejas o anterior e nem te destes conta!

Esses Moços, Pobres Moços, de Lupcínio por Gal:

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Não Vá Ainda...

Me diga como você pode, viver indo embora?
Sem se despedaçar...
Por favor me diga agora, ou será que você nem quer perceber?
Talvez você, seja feliz sem saber...

Hoje é meu dia...

A Idade de Ser Feliz

Existe somente uma idade para a gente ser feliz, somente uma época na vida de cada pessoa em que é possível sonhar e fazer planos e ter energia bastante para realizá-las a despeito de todas as dificuldades e obstáculos.

Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente e desfrutar tudo com toda intensidade sem medo, nem culpa de sentir prazer.

Fase dourada em que a gente pode criar e recriar a vida, a nossa própria imagem e semelhança e vestir-se com todas as cores e experimentar todos os sabores e entregar-se a todos os amores sem preconceito nem pudor.

Tempo de entusiasmo e coragem em que todo o desafio é mais um convite à luta que a gente enfrenta com toda disposição de tentar algo NOVO, de NOVO e de NOVO, e quantas vezes for preciso.

Essa idade tão fugaz na vida da gente chama-se PRESENTE e tem a duração do instante que passa.

Desconheço o autor. Mas a mensagem é linda.

E escreve-se novo capítulo na história.

O Brasil acordou diferente hoje. Acordou já conhecedor da eleição da primeira mulher Presidenta da República.

Agora, encerra-se o combate. Fica a torcida de um país melhor, com a construção de oportunidades para os homens e mulheres do Brasil. Em 31 de outubro de 2010, elege-se com mais de 52 milhões de votos, Dilma Rousseff.
Essa é a mulher de 62 anos, a nova presidenta do Brasil pelo próximo quadriênio.

domingo, 31 de outubro de 2010

Honorè de Balzac - O Sábio...

Sim, sou Balzaquiano... e estou começando a gostar disso... Li a respeito dele, Honorè de Balzac. Vou usá-lo. Tem umas frases que são perfeitas e encaixam feito luvas (e desde quando luvas encaixam?)

"É mais fácil ser amante do que marido, pois é mais fácil dizer coisas bonitas de vez em quando do que ser espirituoso dias e anos a fio..."

"O matrimônio deve combater o demônio que devora tudo: o hábito".

Honoré de Balzac

Democracia

Já exerci não minha obrigação cívica, e sim meu direito democrático...

Votei em 3 segundos. Espero que minha escolha seja IDÊNTICA da escolha de 88 milhões de brasileiros.


Sólon - Um dos fundadores da Democracia.
Sólon, em grego, Σόλων, Atenas, 638 a.C. – 558 a.C.)

Legislador, jurista e poeta grego antigo. É considerado como um dos sete sábios da Grécia antiga e, como poeta, compôs elegias morais-filosóficas. Iniciou uma reforma das estruturas social, política e econômica da pólis ateniense.

Fez reformas abrangentes, sem conceder aos grupos revolucionários e sem manter os privilégios dos eupátridas. Criou a eclésia (assembléia popular), da qual participavam todos os homens livres atenienses, filhos de pai e mãe atenienses e maiores de 30 anos.

Sua obra como legislador ou "árbitro da costituição", como o define Aristóteles, é de Valor Mundial e Histórico.
Por ocasião da entrada de Pisístrato na cena política ateniense, Sólon se retirou em exílio voluntário.

Bwana

...Que não tem cura, que não tem culpa pela volúpia...
Que não tem jeito, e o meu defeito é não saber parar...

Parafraseando a letra de Bwana, cantada por Rita Lee (Rita Lee e Roberto de Carvalho) no meu caso: Nem saber calar, e também não saber esperar. Por fim... Sou antecipado.

Falar em antecipação: Ontem, na Galeria, vi que nada mudou. As pessoas são cada vez mais iguais. Seguem 'tipos pré-determinados', quando o melhor seria pré determinante... Ou terminantemente diferente. Ah, uma dúvida me persegue: de quem é esse Fiat Uno?

sábado, 30 de outubro de 2010

Eu quero ir para Marambaia.

Em cada pedaço encontro a peça que faltava. Eis que em cada pedaço acho uma história, uma lenda, um momento... e agarrado nessas tramas e teias que me envolvem, vou seguindo. Liberado por total de qualquer contratempo, ou encontro - ou seria desencontro - vou seguindo. Mas a porta deixa frestas que servem para oxigenar uma pontinha de possibilidade. Não sei se me agarro nela. Mas farei e faço melhor: Agarre-se você. Contente-se com o conjunto da obra. Complete-se. Complemente-se. Descubra-se.

Eros (Mitologia Grega)


"...Ei felicidade, eu quero andar na vida namorando você
Por todos os caminhos onde aprendi que apesar de tudo o meu povo sorri
Ei felicidade, meu coração não mente quando canta e diz, eu faço exatamente o que sempre quis.
É muito importante que eu seja feliz."...

Felicidade (A Força Da Canção)- Gonzaguinha

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Eu já não tenho escolha.

Você sempre surpreende, e eu tento entender...
Você nunca se arrepende, você gosta e sente até prazer.

Mas se você me perguntar, eu digo sim.
Eu continuo, porque a chuva não cai só sobre mim...

Vejo os outros,todos estão tentando, e é tão certo quanto calor do fogo
Eu já não tenho escolha, e participo do seu jogo, participo...

Não consigo dizer se é bom ou mal, assim como o ar me parece vital.
Onde quer que eu vá e o que quer que eu faça, sem você não tem graça...

Eu já não tenho escolha - Eu participo do seu jogo, do seu jogo.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Presentes.

Eu quero tanta coisa...

O que mais adoro são lembranças. Cheiros. Sabores. Cores.
Linhas escritas. Observações. Tudo aquilo que represente algo. Mas tudo tátil.

Livros são bem aceitos. Som. Barulhinhos bons.

E também posso ser bem materialista. De exemplo, uma Toyota Hilux Champagne ou uma WV Amarok Verde Petróleo. Sou exigente.


Só tem uma ressalva: Doe-se. E todo o resto vos será acrescentado, eu garanto!

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Fragmentos

Quem tem ouvidos para ouvir, ouça...
Quem tem olhos para ler, que leia...
Quem tem pelo menos o ensino médio (2º grau) que interprete, ora bolas!

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Tô Voltando.

O Vídeo é uma raridade de 30 anos (1980)...





Pode ir armando o coreto, e preparando aquele feijão preto
Eu tô voltando.
Põe meia dúzia de Brahma pra gelar, muda a roupa de cama.
Eu tô voltando.

Leva o chinelo pra sala de jantar, Que é lá mesmo que a mala eu vou largar...
Quero te abraçar, pode se perfumar, porque eu tô voltando.

Dá uma geral, faz um bom defumador, enche a casa de flor.
Que eu tô voltando.
Pega uma praia, aproveita, tá calor, vai pegando uma cor.
Que eu tô voltando.

Faz um cabelo bonito pra eu notar, que eu só quero mesmo é despentear
Quero te agarrar, pode se preparar porque eu tô voltando.
Põe pra tocar na vitrola aquele som, estréia uma camisola, eu tô voltando.

Dá folga pra empregada, manda a criançada pra casa da avó
Que eu to voltando.
Diz que eu só volto amanhã se alguém chamar, telefone não deixa nem tocar,
Quero lá, lá, lá, ia, porque eu to voltando!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Reencontro


Muitas vezes não damos conta o quanto importante é saber o que já construimos. E se somos daquelas pessoas que fazem história em cada etapa vida, a reação é melhor ainda.

Graças aos recursos tecnológicos, temos a chance de achar pessoas perdidas no vão do tempo, e que estavam presentes em momentos bons de nossa trajetória terrena. Cada reencontro desses é uma celebração da vida. É quando a saudade é boa. É lembrar da infância e da adolequência recheada de episódios inenarráveis, indescritíveis.

Então, usando um chavão da mídia:

- Um trecho REC- PNZ - REC, R$ 350,00;
- Uma Ligação Infinity R$ 0,25 isso quando se sabe o telefone de alguém sumido;
- Já, ao encontrar amigos de longas datas após 15 anos, casualmente no Face...

NÃO TEM PREÇO!


sábado, 23 de outubro de 2010

Some não!

Não sei se é o silêncio... Só não vale sumir...

Tempo, tempo, tempo, tempo...

Pense no amanhecer satisfatório. Acordei sob a chuva molhando meu rosto... parece que esqueci a janela aberta propositalmente.
Eis que o seroma tá no final, estou me sentido mais livre, mais leve... Quase pronto. Dentro de algumas 96 horas estarei de volta à ativa. Já não era sem tempo!

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Simples assim:

Não sei a autoria, mas é perfeito!


Se eu preciso, claro. Tipo assim: Dolores, horrores, roteadores, amplificadores, liquidificadores, caixa de lápis de cores, hidrocores... Multicores.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Tolerância...

Essa composição é bem forte. Geralmente posto letras que demonstrem o que eu sinto ou que venha a sentir. Jamais (pelo menos espero) escreverei algo pelo que NÃO senti. Não combina comigo.
Me derramo QUENTE. E muitas vezes não sou compreendido...
Mas como sei que as palavras, as leis e os costumes sofrem modificação com o tempo, vou me aproximando de uma realidade que é crua, totalmente diferente da utopia pueril que eu teimava em acreditar, afinal, eu doei 20 mil réis para pagar 3.300, e você tem que me voltar, 17.700 - 16.700, tem que ser 17.700! Tenho dito!



Como água no deserto, procurei seu passo incerto
Pra me aproximar, a tempo.

O seu código de guerra, e a certeza que te cerca
Me fazem ficar atento.

Não me importa a sua crença, eu quero a diferença
Que me faz te olhar, de frente

Pra falar de tolerância, e acabar com essa distância
Entre nós dois...

Deixa eu te levar, não há razão e nem motivo pra explicar.
Que eu te completo e que você vai me bastar, eu sei, tô bem certo de que você vai gostar, você vai gostar...

Como larva no oceano, e um esforço sobre-humano pra recomeçar, do zero.
Se pareço ainda estranho, se não sou do seu rebanho, e ainda assim, te quero.

É que o amor é soberano, e supera todo engano sem jamais perder o elo...
E é por isso que te espero, e já sinto a mesma coisa em seu olhar

Deixa eu te levar, não há razão e nem motivo pra explicar, que eu te completo
E que você vai me bastar, eu sei...

Tô bem certo de que você vai gostar, você vai gostar...

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Um segredo.

Engraçado isso... Não sei bem o que se passa. Mas sinto perto demais.
E ao mesmo tempo foge ao controle.



segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Falta muito?

imagem pertencente a devaneiossolitarios.wordpress.com

E eu tô mais ou menos assim... E tem algo estranho: Sumiu!!!!

domingo, 17 de outubro de 2010

sábado, 16 de outubro de 2010

Termina logo, sábado.

Pedaço De Canção - Amelinha - Composição: Moraes Moreira/Fausto Nilo

Que uma canção pelo céu levaria
No véu da cidade na melhor sintonia, todo o meu coração

Mas as frases que eu grito, em bocas tão desiguais
São pedaços daquilo que sinto e não canto jamais

Que eu repito, em bocas tão desiguais
São pedaços daquilo que sinto e não canto jamais

Portanto eu minto, no tom maior do violão
Quando pressinto nesse acorde menor, a maior emoção...

Que uma canção pelo céu levaria, no véu da cidade na melhor sintonia.
No rádio do carro uma voz anuncia, o final da canção.

Sábado ao molho.

Que tal uma receita infalível?

Sábado de sol em pleno verão - se bem que é primavera ainda - e você em casa, de molho. Branco, diga-se de passagem.

Ainda por cima, me aparece um seroma para alegrar meus dias.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Abortos, GaYS e afins.

O filme é polêmico por desnudar a realidade. E como estou cansado de debate político pró e contra aborto, casamento gay, parada gay, etc gay e tal, chega a hora das pessoas acordarem um pouquinho. Aborto se faz no Brasil anonimamente a décadas. Mulheres que se mutilam por carregar no ventre algo que não querem.

Particularmente, acho o aborto algo muito pessoal para se debater. A função do Estado é prestar assistência médica e amparo psicólogico. E só.


Agora, fazer disso um disse-me-disse é totalmente desproposital a relevância que o assunto requer. E também, falando em Gays, oras. Tá passando da hora de acabar essa hipocrisia.
Gay é feito geladeira, toda casa tem uma, e em alguns casos, tem até duas (!!!)
Portanto, existem temas mais relevantes para se discutir.
Segue ainda, o thriller do filme estrelado por Ana Paula Arósio e grande elenco. Pelo pouco que se vê é uma reflexão boa!


quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Uma nova ótica.

Esse estaleiro forçado em que me encontro teve muita serventia. Me mostrou alguns detalhes que eu já desconhecia. Me fez redescobrir algumas coisas que estavam escondidas sob o manto da falta de tempo.
Valorização, reconhecimento, atenção e zelo. São fatores que estavam um pouco renegados e que agora estão na parte alta da estante. Ao alcance dos meus olhos.
E tanta coisa aconteceu. Tanto me foi tomado, tanto me foi doado, tanto que doei. Tanto que recebi... Ufa, mas é bom encontrar a paz que vez ou outra a gente precisa para se reconstruir.
E essa obra está a passos largos. Já caminha ao sabor do vento.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Tô ouvindo Gal.

Sempre fui fã de Gal Costa. Aprendi com meus pais que ouviam sempre, e por conseguinte, deixava aflorar nos filhos o gosto pela MPB. Dia desses me deparei com uma pessoinha que gosta muito dela também. Foi um pulo para que eu ouvisse novamente.
Voltando a intérprete, tem certas releituras que saem totalmente diferentes da versão original.
Tudo bem que as imagens são um tanto amadoras, mais a ideia de quem as fez e postou na rede estava preocupado apenas em mostrar Gal mais leve. E valeu a intenção.

Lobo do mar

Me faz bem, esse jeito de se enroscar,
De chegar mansinho e se aninhar, de me fazer seu par
Me faz bem, esse jeito bom de gostar,
Viajar veredas que são mistério maior, que o fundo do mar tem...

Me faz bem, arrepio de imaginar, me perder no lume do teu olhar,
Respirar, tocar, o teu corpo solto no cio.

Me faz bem, ser o velho lobo do mar, que não cansa de navegar, pois muito tesouro existe por lá.
Me faz bem teu jeito de amar. Tens, mais mistérios do que o mar.

Me faz bem, ser o velho lobo do mar, que não cansa de navegar, pois muito tesouro existe por lá.
Me faz bem teu jeito de amar, tens mais mistérios do que o mar.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Acho que não sei não...

Tem horas que me esforço muito para entender. Confesso: Não é a mais fácil das tentativas.
Se deixo o rancor me guiar sou mau. Se faço de contas que é apenas o jeito singular, sou permissivo.
Oras, decide em que patamar eu devo estar. Ficar na situação em que me encontro, é péssimo.
Não vou buscar composições para me entender. A fila tem que andar. E vejo que por pouco não jogo a toalha. Esperava o mínimo, e no caso em tela, o mínimo seria o máximo, mas um aceno sequer existe. Por que as atitudes teimam em ser diferentes do enredo?

Segunda, 11.

Primeira noite relativamente boa. Precisei de alguns presentinhos.
Mas a exaustão valeu.

Ah, amanheci amando Takai muito mais do que eu já amava.
É isso: EU.





Eu - Pato Fu
Composição: Frank Jorge/Marcelo Birck

Eu queria tanto encontrar, uma pessoa como eu
A quem eu possa confessar, alguma coisa sobre mim

Quando acontece um grande amor, assim como você e eu
O tempo passa por nós dois, não lembro o que aconteceu

Queria tanto encontrar, uma pessoa como eu
A quem eu possa confessar, alguma coisa sobre mim

Mas nem por isso eu vou ficar, a questionar os erros meus
Você precisa procurar, achar o que você perdeu

Queria tanto encontrar, uma pessoa como eu
A quem eu possa confessar alguma coisa sobre mim

Eu queria tanto encontrar uma pessoa como eu
A quem eu possa confessar alguma coisa sobre mim

domingo, 10 de outubro de 2010

Barulhinho Bom.

Ando com minha cabeça já pelas tabelas
Claro que ninguém se importa com minha aflição
Quando vi todo mundo na rua de blusa amarela
Eu achei que era ela puxando o cordão
Oito horas e danço de blusa amarela
Minha cabeça talvez faça as pazes assim

Quando ouvi a cidade de noite batendo as panelas
Eu pensei que era ela voltando pra mim
Minha cabeça de noite batendo panelas
Provavelmente não deixa a cidade dormir
Quando vi um bocado de gente Descendo as favelas
Eu achei que era o povo que vinha pedir
A cabeça de um homem que olhava as favelas

Minha cabeça rolando no maracanã
Quando vi a galera aplaudindo de pé as tabelas
Eu jurei que era ela que vinha chegando
Com minha cabeça já pelas tabelas
Claro que ninguém se importa com minha aflição
Quando vi todo mundo na rua de blusa amarela
Eu achei que era ela puxando o cordão...

sábado, 9 de outubro de 2010

Fica a dica.

As vezes, por nos acharmos seguros demais, baixamos a guarda.
E geralmente terminamos mais vulneráveis do que quando começamos.
Fica a Dica!

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Millôr Fernandes é quem ta certo:

Eu sofro de 'mimfobia'.
Tenho medo de mim mesmo,
mas me enfrento todo dia.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Catavento, Zona Oeste, Rhodes, Fórum, Bobs e Mac. Não necessariamente nesta ordem.

Eu poderia apontar, na letra, só os locais em que mudaria o nome... A rima ia ficar idêntica. Mas não quero oferecer um grama sequer de preocupação na vida de outrens.

Mas queria só para mim. Lembrei: Não se tem tudo que se quer... E o mais engraçado é que a gente não perde aquilo que não tem. E se não houve o "ganhar', jamais haveria o perder.

Catavento & Girassol.






Meu catavento tem dentro o que há do lado de fora do teu girassol
Entre o escancaro e o contido, eu te pedi sustenido e você riu bemol
Você só pensa no espaço, eu exigi duração
Eu sou um gato de subúrbio, você é litorânea

Quando eu respeito os sinais vejo você de patins vindo na contramão
Mas quando ataco de macho, você se faz de capacho e não quer confusão
Nenhum dos dois se entrega, nós não ouvimos conselho
Eu sou você que se vai no sumidouro do espelho

Eu sou do Engenho de Dentro e você vive no vento do Arpoador
Eu tenho um jeito arredio e você é expansiva, o inseto e a flor
Um torce pra Mia Farrow, o outro é Woody Allen
Quando assovio uma seresta você dança havaiana

Eu vou de tênis e jeans, encontro você demais, scarpin, soiré
Quando o pau quebra na esquina, cê ataca de fina e me ofende em inglês
É fuck you, bate bronha e ninguém mete o bedelho
Você sou eu que me vou no sumidouro do espelho

A paz é feita num motel de alma lavada e passada
Pra descobrir logo depois que não serviu pra nada
Nos dias de carnaval aumentam os desenganos
Você vai pra Parati e eu pro Cacique de Ramos

Meu catavento tem dentro o vento escancarado do Arpoador
Teu girassol tem de fora o escondido do Engenho de Dentro da flor
Eu sinto muita saudade, você é contemporânea
Eu penso em tudo quanto faço, você é tão espontânea

Sei que um depende do outro só pra ser diferente, pra se completar
Sei que um se afasta do outro, no sufoco, somente pra se aproximar
Cê tem um jeito verde de ser e eu sou meio vermelho
Mas os dois juntos se vão no sumidouro do espelho

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

O soro tinha alguma coisa...

Os 3 dias no estaleiro, foram quase iguais a ficar off do mundo... E o mundo girou da mesma maneira que as luzes do bloco cirúrgico... só eu estava parado. E tudo caminhando a passos largos e nervosos.
E fui ler. E achei uma citação 'calypsiana' ainda - via TimWeb - estando preso ao leito 108.
E me dei conta que as coisas estavam fugindo da ordem natural, que é nascer, crescer, evoluir, firmar-se e estabelecer-se no tal mundo encantado.
E relembrei das atitudes de cunho infantil. De cunho poético. Das medidas desmedidas que tomei. Do conserto fora de hora. Das horas que não tem conserto.
Ouvindo, acredite, Perdoa de Calypso.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Pé no freio.

Foi preciso um estrangular o apêndice.

E o freio foi acionado severamente... Estou refazendo tudo e todos. E me reconstruindo.

domingo, 3 de outubro de 2010

Era um plano...

Meu plano era deixar você pensar o que quiser. Meu plano era deixar você pensar.
Meu plano era deixar você falar o que quiser, meu plano era deixar você falar.
Coisas sem sentido, sem motivo, sem querer, eu andei fazendo planos pra você...

Engano seu achar que fosse brincadeira, engano seu.
Aconteceu de ser assim dessa maneira, e o plano é meu
Mesmo sem sentido, sem motivo, sem querer, EU andei fazendo planos pra você...

Pra você, eu faço tudo? E um pouco mais?
Pra você ficar comigo e ninguém mais? Largo os compromissos (deveria?).
Deixo tudo ao largo? Você tentou em vão me convencer, que é melhor não fazer planos pra você...

Meu plano era deixar você fugir quando quiser, meu plano era esperar você voltar.
Engano meu achar que o plano é passageiro, engano meu.
Achei que o destino antes de nos conhecer, fez um plano pra juntar eu e você.

Pra você eu faço tudo e um pouco mais, pra você ficar comigo e ninguém mais
Largo os compromissos. Deixo tudo ao largo. Você tentou em vão me convencer
Que o melhor é não fazer planos pra você...


Observação minha: Cheguei da Balada a pouco. Mas no carro, ao volante, montei com a letra modificada ao sabor do vento ou do tempo. É fácil de entender, basta ler o Título desse Meu Blog.



sábado, 2 de outubro de 2010

FHC - O Sociólogo que virou Presidente.

É creditada ao Ex-Presidente da República, Fernando Henrique Cardoso - FHC, a autoria de uma frase:“esqueçam o que escrevi”. Como toda lenda bem contada torna-se uma pseudo-verdade, essa frase não foge a regra. Também é lenda.

Mas pode virar via de regra. Basta qualquer autor, até os de veneta (Como Eu) usar sem cerimônias.

A diferença é que eu escrevo aquilo que sinto. Seja para a vida toda ou para alguns momentos. E por sentir sem amarras e poder falar ou escrever aquilo que penso, muitas vezes falo demais, penso demais, mas não nego uma vírgula daquilo que disse.

E não permito que a cólera assuma a autoria de nada. A consciência é o maior peso que alguém pode inventar em carregar. Eu prefiro acordar arrependido, do que dormir com vontade.
Fica a dica!

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Eu gosto de ser cruel

Crueldade... Estância máxima do sadismo.

Um fator a desvendar. Um segredo a descobrir. Um rumo a ser modificado. Passos iniciados em um plano perfeito, ser suspeito no 'crime perfeito', mas crimes perfeitos não deixam suspeitos.




Clarice e Cecilia

Meirelles e Lispector.

Como sábias são.

É uma questão de espaço. Um espaço que não é seu. Mais que você insiste em achar que pode tomar posse.

Temperatura.

Ivan Lins / Lincoln Olivetti / Fafá de Belém / Vitor Martins
Meu coração é feito de isopor, mantém o gelo, mantém o calor...
Depende do teu tipo de amor, o que me dás é o que eu te dou.

Por isso é que às vezes te esqueço, simplesmente eu te desconheço.
Estás dentro dos olhos, E eu não te vejo...
Estás dentro da boca e eu não te beijo.
Estás nas minhas lágrimas, e eu não te choro. Estás dentro de mim
E eu te ignoro...

Por isso tantaz vezes te pressinto. Não sei se por loucura ou por instinto.
Estás em algum quarto, Eu te retiro. Estás em aglum sonho e eu interfiro.
Estás com o pé na estrada. te desgoverno, estás dentro de mim ou no inferno.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Palavrão!

Queria falar um palavrão.
Mais um nunca dito.
Um nunca usado, ou que apenas eu soubesse o motivo.
Um arroto filosófico, pois há, até na filosofia, momentos insanos.

Estou 'P' com o controlador. Ou seria o 'contratador'?

Sabe-se lá o motivo da demora. Só que basta pouco, basta ler, e compreender.

Frutos se colhem no tempo certo...

As colheitas que são necessárias em nossa vida, precisam de tempo. Ora, mas a fome não aceita ordens do relógio...

O que fazer? Matar a fome de qual jeito? Fast Food? Não é bem isso. É muito mecânico.

E a fome é bem mais que o ronco intrínseco que se faz ouvir pelo lamento lacônico.

Só que acontece algumas peculiaridades. O fruto tá lá, ao alcance dos olhos e das mãos. Se colher antes não serve, estará imaturo. Se colher depois, também não serve, estará podre.

Colhemos então os frutos na hora exata. Na hora da fome. E saciaremos de vez o que tanto incomoda.

Então, VOCÊ, cuidado. Muito cuidado. Ou colhe o fruto ou perca a semente. Simples assim.

Ah esses palitinhos.

Gravetos...

Sempre li muito. Acho que quando se lê bastante, você adquire capacidade de pensar. E quando se pensa, você consegue escrever. E nessa de ler, lembro de um texto que citava os palitinhos unidos. Vejamos: 01 palito na mão é quebrado com facilidade. Quando você une vários palitos eles são bem mais dificeis de quebrar. E quando você cola os palitinhos eles tomam forma de uma haste bem mais forte, bem mais firme, bem mais que um monte de frágeis palitos.


Ler Charles Chaplin:

Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia noite.
É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje.
Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem a poluição.
Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício.
Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo.
Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria ou posso ser grato por ter nascido.
Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho.
Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus.
Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades.
Se as coisas não saíram como planejei posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar.
O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser.
E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma.

Tudo depende só de mim.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

E tudo está em nossas mãos.

Dia 03 de outubro, exerceremos a festa da democracia.

Se bem que devemos questionar essa tal festa, graças aos 'artistas' convidados. Estamos sem escolhas. Nada da oxigenação política. O que vemos a a perpetualização de nomes e nomes batidos a cada pleito.

Enfim, mesmo capenga, vamos à festa. E que os nossos destinos sejam poupados de maiores tormentas.

Vida Real

Existe um barco, um corsário... Vazio. Já houvera o desembarque. A única certeza do marujo é que a embarcação seguiria ao porto para reparos. Reparos necessários, que a bom tempo clamavam ser feitos.

Mas houve a preamar. E o barco mal tinha iniciado os consertos, teve que seguir rumo à baía.

E os ventos sopravam e convidaram as velas ao balé efêmero. O marujo tinha que decidir entre seguir a razão ou a paixão que o 'mar' lhe provoca. Escolheu o mar...

E o corsário adentrou margeando as rochas. Desviando dos corais. De olhos abertos rumo ao desconhecido que o 'mar' provoca, sempre.

Então, o marujo ousou. E avançou milhas em busca de um atol visando atracar com segurança e dair decidir o que fazer. Eis que do atol, a vista para o continente é bem mais clara do que ele prevera. Ele aguarda que os bons ventos o façam velejar por águas serenas.



"Você desconversa, você pode tapar o sol, e me desconcerta... deixando o meu sangue sem sal. Você atravessa o sentido de cada sinal, que eu mando de dentro do azul desse amor, que é só seu afinal, só meu afinal.

Tão forte querendo eu me multiplico por mil
Você não está vendo há uma coisa que é você e eu
Que brilha no espaço no tempo no céu e no chão
Que arde mesmo aquém e além
Desse jeito de eu dizer que sim e você que não
Um dia você vai voltar como numa canção do passado
Dizendo que fui muito burro em não atender ao chamado
Agora entre os dedos você deixa escorrer o mel
Se agarra a segredos e medos e ponto final.

Mas é sempre assim, é uma regra maldita e geral.
Ou feia ou bonita, ninguém acredita na vida real
"

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Músicas que refletem muito.

Estou reaprendendo a ler certas composições. Embora as conheça e goste de ouvir, vez por outra, me perco nos próprios anseios. E perco as rédeas, os freios, os modos. Até as medidas são perdidas no mais descarado convencimento que o juízo também desapareceu...

E cá para nós: É bom, vez ou outra, permitir isso. Permitir-se. Doar-se. Conjugar o verbo na mais ampla convicção que o verbo não é, obrigatoriamente, UNO. Ele é DUO. E se faz dueto pelas circunstâncias.






Cê sabe que as canções são todas feitas pra você.
E vivo porque acredito nesse nosso doido amor.
Não vê que tá errado, tá errado me querer quando convém, se eu não tô enganado acho que você me ama também.

O dia amanheceu chovendo e a saudade me contêm, o céu já tá estrelado e tá cansado de zelar pelo meu bem, vem logo que esse trem já tá na hora, tá na hora de partir
E eu já tô molhado, tô molhado de esperar você aqui...

Amor eu gosto tanto, eu amo, amo tanto o seu olhar.
Andei por esse mundo louco, doido, solto com sede de amar.
Igual a um beija-flor, que beija-flor, de flor em flor eu quis beijar
Por isso não demora que a história passa e pode me levar...
E eu não quero ir, não posso ir pra lado algum enquanto não voltar, Não quero que isso aqui dentro de mim, vá embora e tome outro lugar.

Talvez a vida mude e nossa estrada pode se cruzar
Amor, meu grande amor, estou sentindo
Que está chegando a hora de dormir.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

sábado, 25 de setembro de 2010

Os fatos não mentem.


Preciso mesmo escrever alguma coisa?

Acho que não. O que ouvi de Bethânia ontem, já me basta! Ela deu o combustível que faltava. E essa composição sintetiza o pós.


"De repente fico rindo à toa sem saber por que, e vem a vontade de sonhar de novo te encontrar. Foi tudo tão de repente, eu não consigo esquecer, e confesso tive medo, quase disse não! Mas o seu jeito de me olhar, a fala mansa meio rouca, Foi me deixando quase louco já não podia mais pensar, Eu me dei todo para você...

De repente fico rindo à toa sem saber por que, e vem a vontade de sonhar de novo te encontrar .
Foi tudo tão de repente, eu não consigo esquecer . E confesso tive medo, quase disse não...
E meio louco de prazer lembro teu corpo no espelho, E vem o cheiro de amor, eu te sinto tão presente... Volte logo... "

Comentário meu: Isso é que uma letra!!!

Te Espero...

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Efêmero?

Uma salada musical fez margem no meu início de tarde.

Consegui mergulhar em todas as ondas sonoras que por acaso ouvia, lia, refletia... E os problemas desanuviaram-se.
Incrível, ou será crível?
Se é efêmero ou não, só o caminhar decifrará...

Só que nada tão depressa que deslize entre os dedos, nem tão demorado que apague a centelha que hoje ofusca.
Ah, eu já perdi a noção das horas... me conta agora como posso ir.
Detalhe: Ouvindo Resposta ao tempo, de Nana Caymmi.

sábado, 18 de setembro de 2010

Certas Coisas

O tempo tem se tornado o algoz da humanidade. Quer dizer: Deixemos de pensar no hoje e pensemos no sempre. Ele sempre foi o algoz. O culpado. O mentor dos fracassos e oportunidades perdidas. Mas ele também tem virtudes. Oferece o amadurecimento. A segurança. A certeza. O conhecimento...

O tempo evoca passagens, épocas, durações, prazos de validade. O mais engraçado é que o tempo pensa que tudo pode ou que pode tudo.

Mas que tal sensações juvenis? Ou arrepios, ou comichões, ou os acelerados passos cardiovasculares?
É. O tempo pensou que podia. Enganou-se. Nada pode o tempo, se a cada tempo descobrimos que o novo excita, encabula, surpreende, e acima de tudo, nos prova que sabemos muito pouco do inesperado.

E o inesperado é aquela carta sem remetente com destinatário exato.
Exatidão. Sem AR. Com AR.
(PS: ouvindo 'Pessoa' na voz de Marina Lima)

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Pele. Pele é fogo.

As pessoas que nos rodeiam sabem por que ali estão.
Já as pessoas que convivemos sabem que deveríam estar ali.
Mas tem as pessoas que a convivência mútua é limitada. Quase ou totalmente ocasional.
E também sou convicto que não existem ocasiões. Existem sim, ocorrências. E elas são marcadas e demarcadas em algum lapso temporal que nós sequer imaginamos, e por conseguinte sabemos que aquilo vai acontecer. Não temos o dia exato, pois não determinamos o relógio da dita 'casualidade'. Só que a tal da percepção é fuego com PH.

Mas que tem horas que a gente pensa que estivemos a tarde inteira com fulano ou sicrano - e, embora já fazem semestres que não a vemos - a conversa paira tão de mansinho e tão presencial, que só posso equacionar ser algo sensorial, ou palpável, isso, de tato!
Não, é melhor mudar para um termo mais poético: É uma questão de pele.



quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Ação e Reação.

Efeito bumerangue.

Ação e Reação. Causa e Efeito. Destino.

Eu avisei que o sabor que fica no ámago não é dos melhores. Não desejei isso, também não esperei que ocorresse, espera... Acho que nos piores dias desejei sim. Esperei sim... Hoje não. Não desejo isso. Mas aconteceu. Lamento.
Imagem pertencente a klaudiocarneiro.blogspot.com
E o tempo já fechou muita coisa. Não me lembro quando observei qualquer cena vinda do seu encontro e nem ao seu encontro.

Hoje, estando o Duque do Reino UNO já sanado e sarado das diversas lesões... Seguiu-se as estradas do destino.

Bem vindo à Vida.

'Dura lex, sed lex'.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

É por existir mesmo.

Tem gente que simplesmente existe. E isso basta. Tem gente que a 'gente' ama. E isso também basta.
O que dizer de amar simplesmente por amar?
Por que amar faz bem...
Faz bem tanta coisa. Mas falo de amar sem outras intenções.
Sem volúpias, credes?

E tem coisas que são inexplicáveis, assim como nós, que somos cada vez mais estranhos ao espelho. E ao mesmo tempo, tão conhecidos no fundo d'alma...

domingo, 9 de maio de 2010

Esgotou-se

O tempo já acabou. O que movia o tempo foi sumindo sem deixar vestígios.

Resta apenas a alforria.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Vai faltar cocô.

Dia desses, um Jornal de um Curso da USP, fez uma espécie de promoção, que consistia em (veja a nota):

OBS: O texto abaixo foi extraído de “O Parasita” de março e abril deste ano. O periódico de seis páginas exibe na sua página 2 um discurso contra dois gays que se beijaram numa festa da Faculdade de Medicina no ano passado.

“Lance merdas e Brega será na Faixa – Ultimamente nossa gloriosa faculdade vem sendo palco de cenas totalmente inadmissíveis. Ano passado, tivemos o famoso episódio em que 2 viadinhos trocaram beijos em uma festa no porão de med. Como se já não bastasse, um deles trajava uma camiseta da Atlética. Porra, manchar o nome de uma instituição da nossa faculdade em território dos medicus não pode ser tolerado. Na última festa dos bixos, os mesmos viadinhos citados acima, aprontaram uma pior ainda. Os seres se trancaram em uma cabine do banheiro, enquanto se ouviam dizeres do tipo “Aí, tira a mão daí.” Se as coisas continuarem assim, nossa faculdade vai virar uma ECA. Para retornar a ordem na nossa querida Farmácia, O Parasita lança um desafio, jogue merda em um viado, que você receberá, totalmente grátis, um convite de luxo para a Festa Brega 2010. Contamos com a colaboração de todos. Joãozinho Zé-Ruela”, escreve “O Parasita”.

Pois bem, VAI FALTAR COCÔ!

Até por que, além de ser uma atitude infantil e sem lógica, existem coisas mais inteligentes para se divulgar uma festa. Faltaram com o respeito, com o lógico, com o cérebro. Claro que isso partiu de forma isolada, e certamente eles entenderam que não é por esse caminho que eles vão evitar assistir um beijo ou um carinho. Mas fica a dica: quer deixar de assistir cenas gays ou GLS? Simples: Vão pro Irã. Juntem-se ao porra louca do Mahmoud Ahmadinejad.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

O albatroz...

Lá, quando eu ouvia o canto do albatroz.
Eu lá sabia o que era um albatroz.
O que eu mesmo queria era lembrar você, O teu cheirinho doce que nasce do ipê.
Sim, eu te perdi como quem perde a voz, e vi secar as águas do Orós,
O sal do mar, a flor de Liz, um beija-flor. Vi meu coração sofrer, eu vi também o que eu nem pude crer... É que o pranto quando molha, desce até manchar, a cerca lá de fora não quer mais armar...

E eu lembrando você, ei, essa saudade atroz, se um de nós aparecer, abro a mala dos lençóis.

sábado, 17 de abril de 2010

A Dor Incomensurável do Rei Roberto Carlos.

Lady Laura
Roberto Carlos Composição: Roberto Carlos/Erasmo Carlos

Tenho às vezes vontade de ser novamente um menino. E na hora do meu desespero gritar por você.

Te pedir que me abrace e me leve de volta pra casa. E me conte uma história bonita e me faça dormir
Só queria ouvir sua voz me dizendo sorrindo, aproveite o seu tempo, você ainda é um menino.

Apesar de distância e do tempo eu não posso esconder, Tudo isso eu às vezes preciso escutar de você.

Lady Laura, me leve pra casa. Lady Laura, me conta uma história
Lady Laura, me faça dormir. Lady Laura...
Lady Laura, me leve pra casa. Lady Laura, me abrace forte.
Lady Laura, me faça dormir, Lady Laura...
Quantas vezes me sinto perdido no meio da noite
Com problemas e angústias que só gente grande é que tem
Me afagando os cabelos você certamente diria
Amanhã de manhã você vai se sair muito bem.
Quando eu era criança podia chorar nos seus braços
E ouvir tanta coisa bonita na minha aflição.
Nos momentos alegres sentado ao seu lado, eu sorria
E, nas horas difíceis podia apertar sua mão...

Lady Laura, me leve pra casa, Lady Laura, me conta uma história,
Lady Laura, me faça dormir, Lady Laura...
Lady Laura, me leve pra casa, Lady Laura, me abrace forte,
Lady Laura, me faça dormir, Lady Laura...

Tenho às vezes vontade de ser novamente um menino,
muito embora você sempre acha que eu ainda sou.
Toda vez que eu te abraço e te beijo sem nada dizer
Você diz tudo que eu preciso escutar de você....

terça-feira, 6 de abril de 2010

Estou em guerra com a balança.

É sério. E não suporto mais ouvir falar em 'Ração humana'. Todo dia eu uso essa bendita - que: sim, ela permite a saciedade - mais o peso do menininho aqui não BAIXA!!!!!

imagem gentilmente copiada de: andieduarte.blogspot.com/Sou escravo da comida 'depanela', aquela que só se come em casa. E ai foi que a 'treva' começou a se desenhar no meu horizonte. Para ser mais preciso, na minha área de lazer e de entretenimento social...


Confesso que sempre fui chegado a ser um glutão, desde meninote nos adoráveis e sadios anos 80.... E o melhor é que era magrelo, tipo Ossildo Guenzo Rocha... Ai, chegou a adolequência e inventei de malhar para ganhar massa e musculatura compatível. Eu fui para academia e Malhei, malhei. Depois parei. Parei. Achei desnecessário tanto sofrimento ao mesmo tempo. Já havia 'encorpado' o suficiente para me achar gostosinho.


E o tempo, ah implacável e inexorável fator da humanidade contemporânea, esse foi tenebroso para comigo. Dos meus 73 k em 2001, cheguei aos 90 em 2004, e agora, sofrendo feito um condenado do Saara, não consigo baixar dos 86.
Acho que que os Deuses devem ter confudido minha carga genética na hora da produção, e, sabendo que lá pros 15 anos eu ia querer ter massa, e depois dos trinta, generosos como só os deuses podem ser, mandaram instalar uma Padaria depois dos trinta, para que eu não me achasse desprovido de 'massa'. Só pode.
É. Foi assim.

domingo, 28 de março de 2010

Eu já avisara antes 2.

Princípios, ah princípios...
Tem horas que nem eu acredito que existam.
A troca de valores e de exemplos tem se tornado sem nexo. Desconectada. Desregrada. Descompassada.
imagem gentilmente copiada de www.gm54.wordpress.com

Vamos lá:

Dourado ganhar o BBB 10;
Maluf criar uma lei contra o trabalho da Justiça;
Hugo Chavez ainda existir;
Cuba (e os Castros) ser sinônimo de democracia;
O maluquete do Irã achar que pode dizimar nações;
Lula achar que é o ‘cara’;

- ... Alguma coisa está fora de ordem... né Caetano?

sexta-feira, 19 de março de 2010

Simone grava seu DVD em Recife. Previsões...

Quem será, que me chega na toca da noite...
Vem nos braços de um sonho que eu não desvendei.
Eu conheço o teu beijo, mas não vejo o teu rosto...
Quem será que eu amo e ainda não encontrei!


Que sorriso aberto ou olhar tão profundo.
Que disfarce será que usa pro resto do mundo.
Onde será que você mora, em que língua me chama,
em que cena da vida haverá de comigo cruzar

Que saudade é essa do amor que eu não tive?
Por que é que te sinto se nunca te vi?
Será que são lembranças de um tempo esquecido?
Ou serão previsões de te ver por aqui...


Então vem! Me desvenda esse amor que me faz renascer.
Faz do sonho algo lindo que me faça viver.

Diz se fiz com os céus algum trato.
Esclarece esse fato e me faz compreender.
Esse beijo, esse abraço na imaginação...
E descobre o que guardo pra ti no meu coração.
Mas deixa eu sonhar, deixa eu te ver...
Vem e me diz: quem é você...

Sou o que me convém ser...

Sou o que me convém ser...